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La Niña é esperado para 2021; entenda o fenômeno e como ele pode interferir na sua plantação

13 janeiro 2021 Posted by: Trivela Notícias

Na hora de iniciar uma plantação ou então colhê-la, fatores climáticos costumam ser preponderantes. É dever do produtor entender a respeito do tema e a maneira que ele pode influenciar no dia a dia. Um ponto importante para 2021 é que se espera a presença do La Niña, que deve afetar bastante os cultivos pelo país.

O que é La Niña?

Trata-se de um fenômeno climático ligado ao resfriamento da temperatura das águas do Oceano Pacífico. Inicialmente, você pode até mesmo pensar que nada tem a ver com sua plantação, mas é capaz de causar grandes transformações.

Esse esfriamento é causado pelo aumento da força dos ventos alísios, que são resultado da ascensão de massas de ar que convergem das zonas de alta pressão em direção às zonas de baixa pressão no Equador. Assim, forma-se um ciclo.

Expectativa para 2021

De acordo com estudo realizado pelo IRI (Instituto de Pesquisas Internacionais para o Clima e Sociedade), da Universidade de Colúmbia, nos Estados Unidos, o primeiro trimestre do ano deve ser marcado por chuvas acima da média. A previsão é que isso aconteça na região Norte, costa do Sudeste, Pantanal do Mato Grosso do Sul e na divisa entre os estados de Rio Grande do Sul e Santa Catarina.

Entretanto, esse não é um fenômeno comum, uma vez que tradicionalmente o La Niña costuma causar redução na média de chuvas. É a tendência que ocorra no interior de São Paulo, Paraná, sul do Mato Grosso do Sul, norte de Santa Catarina, oeste da região Sul e na região Nordeste – essa última foge do habitual, pois registra altos índices geralmente.

Consequências do La Niña para plantações

O La Niña acontece de maneira cíclica em alternância com o El Niño, geralmente entre intervalos de dois a sete anos. Desse modo, ele costuma causar uma série de outros fenômenos que interferem diretamente nas plantações, como alterações na distribuição de calor, concentração de chuvas e formação de secas, o que pode acarretar em efeito na produtividade.

Nos lugares em que há maior incidência de chuvas, há dois lados possíveis. O primeiro deles e mais positivo é o auxílio no desenvolvimento da plantação, que precisa, entre outras coisas, de água para crescer. Por outro lado, o excesso traz prejuízos, muitas vezes destruindo as sementes e mudas.

Ao mesmo tempo, o longo período sem chuvas também acarreta em problemas para o produtor. Com a ausência de água, o desenvolvimento não acontece da mesma forma e as mudas ficam enfraquecidas e podem até mesmo morrer. Aliado a isso, o solo também fica mais seco e carente de nutrientes.

Essas consequências interferem diretamente na oferta e demanda dos produtos no mercado. Isso altera a lei de oferta e procura, provocando um aumento ou diminuição nos preços. Se há excesso do produto, ele vai ficar mais barato, enquanto se houver falta, a tendência é o preço aumentar.

O que os produtores devem fazer?

Com a tendência de fortalecimento do La Niña, principalmente durante os primeiros meses do ano, a recomendação é que os produtores rurais fortaleçam o solo. Assim, é necessário realizar uma nutrição adequada para garantir a produção.

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