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Agronegócio e o BRICS: entenda a importância do agro brasileiro para o bloco econômico

28 julho 2021 Posted by: Trivela Notícias

O mundo é extremamente globalizado. As nações se conversam muito mais. Fazem negócios e isso movimenta a economia entre as partes. Isso acontece em todos os setores da sociedade, e com o agronegócio não é diferente.

Um país depende do outro a fim de alcançar importações e exportações de seus produtos dentro do segmento. Existe um grupo de país muito importante, o chamado BRICS, formado por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul. Juntos, eles correspondem a 23% do PIB mundial e as relações entre eles os fortalecem.

Recentemente, em junho, o Banco do Brasil assinou um acordo com o NDB (Novo Banco de Desenvolvimento, em inglês), como é chamado o banco dos BRICS, por R$1,5 bilhão. O objetivo é captar recursos no exterior para gerar investimentos na agricultura brasileira.

O que é e como surgiu os BRICS?

BRICS é o nome dado para um grupo de países emergentes, ou seja, aqueles que estão em desenvolvimento. Inicialmente, recebeu a alcunha BRIC por intermédio do Goldman Sachs, banco de investimento, em 2001. De acordo com a instituição, a sigla indicaria as nações que, ao lado dos Estados Unidos, seriam as potências do século XXI.

Dez anos depois, a África do Sul entrou no bloco, sendo o primeiro país do continente africano. A ideia é buscar cooperação entre os membros. Hoje, isso acontece em mais de 30 áreas e traz benefícios concretos às populações dessas nações.

Como era de se esperar, os BRICS ganharam destaque no mundo inteiro. Eles correspondem a 42% da população de todo planeta, além de 45% da força de trabalho. Esses dados juntam-se ao fato de deter o maior poder de consumo, bem como riquezas nacional e prosperidade em diferentes setores, incluindo o agronegócio.

Qual o papel do Brasil?

O Brasil tem papel muito importante para os BRICS, principalmente ao falar sobre o agronegócio. Os outros participantes do bloco correspondem a 34,5% das exportações do campo brasileiro. Somente no ano passado, isso correspondeu a 24 bilhões de dólares – R$121,72 bilhões de acordo com a cotação atual.

Isso ressalta o impacto do agro não apenas na economia nacional, mas também no grupo de países emergentes. Além disso, metade das exportações do Brasil acontecem pelo segmento – 180 lugares recebem alimentos oriundos das plantações e dos cultivos por aqui, ajudando a reduzir a insegurança alimentar em diversos lugares.

Em relação à China, o país asiático é o líder de importações de alimentos brasileiros, principalmente soja e carnes. Já a Rússia compra bastante carne bovina, açúcar, amendoins e café. Entretanto, os russos vivem um dilema sobre o trigo, pois querem ganhar espaço no mercado brasileiro, mas ainda não conseguiram.

Já o agronegócio com a Índia ainda possui relação que precisa prosperar, porque os dois países não têm fortes relações comerciais dentro do segmento. Situação parecida à da África do Sul, que se destaca por um tímido comércio carnes aviárias – apenas 13%.
Via de mão dupla

Se o Brasil se destaca pelo agronegócio, muito se dá justamente pela “ajuda” que os outros países dos BRICS conseguem proporcionar. Como assim? É bem simples, pois sem eles a cadeia produtiva de nosso país poderia ser prejudicada.

Eles aparecem como fornecedores de insumos utilizados na agricultura brasileira, principalmente defensivos agrícolas e adubos. Assim, funciona como uma via de mão dupla em que todos acabam beneficiados por meio das relações comerciais entre eles.

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